— Abertura sensorial
Há uma Bahia que se aprende a perder. A do hotel grande na praia, com piscina infinita e DJ ao pôr do sol. E há outra, paralela, que se aprende a encontrar. A da pousada de oito quartos em Caraíva, sem rua asfaltada, com almoço servido em mesa comunitária. A da casa restaurada em Trancoso fora do quadrado, com cozinheira que aprendeu com a avó e ainda usa carvão. A do bar no Pelourinho que funciona para quem mora ao redor, não para quem chegou de cruzeiro.
A Bahia editorial Metour é a segunda. Não por purismo nostálgico: por método. A primeira já está saturada, mediada, fácil. A segunda exige relação. E é nela que o estado ainda guarda o nome.

