— Abertura sensorial
Minas é o estado mais difícil de explicar para quem nunca passou um fim de semana inteiro lá. Há uma quietude específica em Tiradentes ao entardecer, quando o sino da igreja matriz toca às seis e o vento corta a serra de São José. Há um cheiro específico no fogão a lenha de uma fazenda do Vale do Café Mineiro, com queijo curando no sótão e pão de queijo no forno desde antes do amanhecer. Há um silêncio em Ouro Preto fora da temporada universitária que parece preservado em câmara fria desde 1750.
Minas não é destino de fotografia. É destino de ouvido e de paladar. Quem viaja a Minas com câmera, perde. Quem viaja com tempo e curiosidade, ganha.

